A atitude da auto-responsabilidade

Para sentir-me competente perante a vida e merecedor da felicidade, preciso sentir que tenho algum controle sobre a minha vida. Isso requer que eu esteja disposto a assumir a responsabilidade pelos meus atos e que eu alcance meus objetivos, o que significa assumir a responsabilidade por minha própria vida e por meu bem-estar.

A auto-responsabilidade é essencial à auto-estima, e também um reflexo ou uma manifestação da mesma.

A atitude da auto-responsabilidade envolve as seguintes constatações:

Sou responsável pela realização dos meus desejos.
Sou responsável por minhas escolhas e meus atos.
Sou responsável pelo nível de consciência com que trabalho.
Sou responsável pelo nível de consciência com que vivo os meus relacionamentos.
Sou responsável por meu comportamento com os outros – colegas de trabalho, sócios, clientes, cônjuge, amigos e filhos.
Sou responsável pela maneira como priorizo meu tempo.
Sou responsável pela qualidade das minhas comunicações.
Sou responsável por minha própria felicidade.
Sou responsável por aceitar, ou escolher, os valores pelos quais vivo.
Sou responsável pelo aumento de minha auto-estima.

O que cada um desses itens envolve em termos de comportamento?

As implicações da auto-responsabilidade na ação.

Sou responsável pela realização dos meus desejos.
Ninguém me deve a satisfação de meus desejos. Não retenho a hipoteca da vida nem da energia de ninguém. Se tenho desejos, depende de mim descobrir como satisfazê- los. Preciso assumir a responsabilidade de desenvolver ou colocar em prática um plano de ação.

Se meus objetivos requerem a participação de outras pessoas, tenho de ser responsável por saber o que elas exigem de mim para que possam cooperar e por me
prover do que é a minha obrigação prover. Respeito os interesses delas e sei que, se eu quiser sua cooperação ou assistência, preciso ter consciência dos mesmos e me manifestar a respeito.

Se não estou disposto a assumir a responsabilidade pela satisfação dos meus desejos, eles não serão realmente desejos – serão meras fantasias. Para que qualquer desejo expresso seja levado a sério, tenho de estar pronto para responder, em termos realistas: o que estou disposto a fazer para conseguir o que quero?

Sou responsável por minhas escolhas e meus atos.
Neste contexto, ser “responsável” significa sê-lo não como um recipiente de culpa ou condenação moral, mas como principal agente causal, na minha vida e no meu comportamento. Se as escolhas e os atos são meus, então a fonte dos mesmos sou eu. Preciso assimilar esse fato e estar em contato com ele quando escolho ou ajo. Que diferença isso faz? Se você quer descobrir a sua própria resposta, escreva seis finais, o mais rápido que puder, para a sentença básica: Se eu assumir toda a responsabilidade por minhas escolhas e meus atos...

Sou responsável pelo nível de consciência com que trabalho.
Esse é um exemplo do que acabei de dizer sobre escolher. Ninguém mais tem qualquer responsabilidade pelo nível de consciência com que executo minhas atividades diárias.
Posso dar o melhor de mim no trabalho, ou tentar me safar dele com o mínimo de consciência possível, ou qualquer coisa entre um extremo e outro. Se permaneço em contato com a minha responsabilidade nessa área, é muito mais provável que eu opere num nível superior de consciência.

Sou responsável pelo nível de consciência com que vivo meus relacionamentos.
O princípio que acabei de discutir aplica-se igualmente às minhas interações com os outros – às companhias que escolho e à atenção que dou, ou deixo de dar, a um contato com outra pessoa. Estou plenamente presente quando me encontro com alguém? Estou presente ao que está sendo dito ali? Penso nas implicações do que falo? Noto como os outros reagem ou são afetados pelo que digo e faço?

Sou responsável por meu comportamento com os outros colegas de trabalho, sócios, clientes, cônjuge, amigos e filhos.
Sou responsável por como falo e como ouço. Sou responsável pelas promessas que cumpro ou deixo de cumprir. Sou responsável pela racionalidade, ou irracionalidade, de meus procedimentos. Fugimos da responsabilidade quando tentamos culpar os outros por nossos atos, como dizer: “Ela está me deixando louco”, “Ele me provoca”; ou “Eu agiria mais racionalmente se apenas ela...”.

Sou responsável pela maneira como priorizo meu tempo.
Se as escolhas que faço sobre como dispor de meu tempo e de minha energia refletem meus valores assumidos, ou são incongruentes com eles, a responsabilidade é minha.

Se insisto em amar minha família mais do que qualquer outra pessoa, mas raramente estamos juntos só entre nós porque passo todo meu tempo livre jogando baralho ou golfe, sempre rodeado de amigos, preciso encarar minha contradição e pensar em suas implicações. Se declaro que a tarefa mais importante no trabalho é fazer novos clientes para a empresa, mas passo 90% do meu tempo me preocupando com trivialidades
burocráticas que produzem pouquíssimos lucros, preciso reexaminar como estou investindo minha energia.

Em meu trabalho como consultor, quando dou aos executivos a base: Se eu me responsabilizar pela maneira como priorizo meu tempo... recebo finais como: “Eu aprenderia a dizer não mais vezes”; “Eu eliminaria cerca de 30% do que faço diariamente”; “Eu seria muito mais produtivo”; “Eu teria mais prazer no que faço”; “Eu
ficaria espantado de ver o quanto estava fora de controle”; “Eu poria mais em prática o
meu potencial”.

Sou responsável pela qualidade das minhas comunicações.
Sou responsável por ser tão explicito quanto posso ser, por certificar-me que meu interlocutor me entendeu, por falar alto e claro o bastante para ser ouvido, pelo respeito ou desrespeito com que transmito meus pensamentos.

Sou responsável por minha própria felicidade.
Uma das características da imaturidade ‘e acreditar que ‘e trabalho de qualquer outra pessoa fazer-me feliz – tanto quanto outrora foi de meus pais a incumbência de manter- me vivo. Se alguém me amasse, eu poderia me amar. Se alguém cuidasse de mim, eu ficaria mais feliz. Se alguém me livrasse da necessidade de tomar decisões, eu me sentiria mais despreocupado. Se alguém pudesse me dar felicidade...

Eis aqui uma base simples, porem poderosa, para acordar a pessoa para a realidade: Se eu assumir toda a responsabilidade por minha felicidade pessoal... Assumir que sou responsável por minha felicidade me fortalece. Coloca minha vida de volta em minhas mãos. Antes de assumir essa responsabilidade, posso imaginar que será um fardo, mas o que descubro e que ela me liberta.

Sou responsável por aceitar ou escolher os valores pelos quais vivo.
Se aceitei os valores pelos quais oriento a minha vida de maneira passiva e impensada, ‘e fácil pensar que são exatamente a “minha natureza”, exatamente o “meu
jeito de ser”, e evito admitir que há um elemento de escolha envolvido. Se estou disposto a reconhecer que as escolhas e decisões são cruciais para os valores que adoto, poderei olhá-los com novos olhos, questiona-los e, se necessário, revisa-los. Novamente, assumir a responsabilidade me liberta.

Sou responsável pelo aumento de minha auto-estima.
A auto-estima não e um presente que eu posso receber de qualquer outra pessoa. ‘E gerada interiormente. Esperar com passividade que algo aconteça para elevar minha auto-estima ‘e condenar-me a uma vida de frustrações.

Certa vez, quando eu falava para um grupo de psicoterapeutas sobre os pilares da auto-estima, um deles perguntou: “Por que você enfatiza tanto que o individuo deve fazer para aumentar sua auto-estima? A fonte dessa auto-estima não e o fato de sermos filhos de Deus?”. Ouvi essa pergunta inúmeras vezes.

Se acreditamos ou não em Deus e que somos filhos de Deus, isso é irrelevante à questão do que a auto-estima requer. Vamos imaginar que Deus existe e que somos seus filhos. Nesse caso, então, somos todos iguais. Segue-se então que somos, ou deveríamos ser, iguais no que se refere à auto-estima, não importa que vivamos consciente ou inconscientemente, responsável ou irresponsavelmente, honesta ou desonestamente? Já vimos que isso é impossível. Não há como a nossa mente não registrar as escolhas que fazemos quanto ao nosso modo de operar, e não há como nosso auto-conceito permanecer intacto. Mesmo que sejamos filhos de Deus, permanece a questão: o que fazer em relação a isso? O que entender disso? Nós honraremos nossos dons ou os trairemos? Se trair meus talentos e a mim mesmo, se vivo irrefletidamente, sem propósitos e sem integridade, minha passagem para a auto- estima estará garantida só porque alego que sou parente de Deus? Você imagina que assim vai livrar-se da responsabilidade pessoal?

Quando o que falta é uma auto-estima saudável, as pessoas geralmente a identificam com ser “amado”. Se não se sentem amadas pela família, às vezes confortam-se pensando que Deus as ama e então tentam vincular sua auto-estima a essa idéia. Por mais boa vontade que se tenha, como é possível entender essa estratégia senão como uma manifestação de passividade?

Não acredito que devamos permanecer como crianças dependentes. Acredito que devemos ser adultos, o que significa tornarmo-nos responsáveis por nós mesmos
– sustentarmo-nos tanto psicológica quanto financeiramente sobre os próprios pés.
Seja qual for o papel que a crença em Deus possa desempenhar em nossa vida, com certeza não será o de justificar a falta de consciência, de responsabilidade e de integridade.

 



 


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